SOBRE O “NUNCA SE SÁBADO...”

O “Nunca se Sábado...”, que estreou em agosto de 2005 com concepção e direção de Isser Korik, é um projeto inspirado no formato do show “Saturday Night Live”, sucesso na televisão americana há mais de 30 anos.

Reunindo consagrados grupos de humor do país, o “Nunca Se Sábado...” traz três deles a cada apresentação, em esquetes inéditos, ficando a cargo do espectador escolher quais voltarão no espetáculo seguinte. Além disso, a cada noite uma celebridade faz as honras da casa e atua ao lado da Cia. do Pátio, em um quadro escrito especialmente pela equipe de redatores do projeto.

“A cada semana, temos um espetáculo diferente. Isso faz com que o público volte para o teatro, pois sabe que terá sempre uma experiência nova. Cada espetáculo é único, e o público sabe que é um privilégio assisti-lo. Por esse motivo os ingressos são tão disputados”, comenta Korik.

Ele ressalta ainda que, ao contrário de outros projetos, no “Nunca se Sábado...” o foco são grupos, em vez de talentos individuais. “O ‘Nunca’ já lançou ou deu visibilidade a grupos que, hoje, fazem shows solo em todo o Brasil, como As Olívias, Os Cretinos, Canal 3 e Os Barbixa’s, só para citar alguns deles”, observa o diretor teatral.

Entre os convidados para os próximos sábados – depois da participação de Rafael Almeida – estão Luisa Mell e Leila Lopes. Nas outras três edições, foram mestres-de-cerimônias na abertura, respectivamente, os atores Dalton Vigh, Selton Mello e Caco Ciocler.

TEMPORADAS ANTERIORES

Durante as três primeiras temporadas em São Paulo, o “Nunca se Sábado...” contou com a participação de grupos de humor que figuram entre os maiores do Brasil, como Os Melhores do Mundo, Parlapatões, Le Plat du Jour, Pessoal do Vacalhau, Canal Três, As Olívias, Os Barbixa’s, Eugenioslávia, Comédia ao Cubo, Cia. das Duas, Os Cretinos, GB e Ex-Filhos, entre outros.

Já entre as celebridades, estiveram presentes personalidades de diversas áreas, como atores, jornalistas, humoristas e cantores. Foi possível ver no palco do Teatro Folha situações engraçadíssimas e inusitadas, como Selton Mello interpretando um personal trainer pra lá de duvidoso; Maitê Proença tendo problemas em um saguão de aeroporto; Adriane Galisteu trabalhando com um “patrão maluco”; Paulo Vilhena encarnando um diretor teatral; Boris Casoy comandando um debate político fictício; Luís Nassif tocando bandolim em uma roda de choro; Caio Blat vivendo um assaltante; Cássio Gabus Mendes fantasiado de mulher; Petrônio Gontijo com sua cachorra de estimação e Eliana, cantando o hit “Vai Tomar no C...”, entre muitas outras cenas.

Abrilhantaram também o projeto nomes como os Karina Bacchi, Lília Cabral, Bianca Rinaldi, Mariana Felício, Lilian Gonçalves, Maria Alcina, Suzana Alves, Zé Rodrix, Nany People, Bárbara Paz, Vanessa Gerbelli, Max Fivelinha, Vera Zimmermann, Carlos Moreno, Rubens Ewald Filho, Ingrid Guimarães, Ary França, Mônica Waldvogel e Jair Oliveira.

SOBRE O DIRETOR

Isser Korik é ator, autor, diretor e produtor de teatro. Mais do que isso é, sem dúvida, um dos maiores comediantes de sua geração. Atuou em diversos espetáculos, como “De Onde Vem o Verão” (primeiro Moliére de C. A. Soffredini como autor), e “Revistando 2003” e mais recentemente “O Dia que Raptaram o Papa”. Mas seu trabalho mais marcante foi “Vacalhau & Binho”, que protagonizou durante os oito anos ininterruptos que ficou em cartaz, e ainda rendeu uma continuação: “Vacalhau & Binho 2 - Curso Abançado”.

Produziu e dirigiu seu primeiro texto, “Ele é Fogo!”, que lhe rendeu o Prêmio APCA de revelação como autor e diretor. Tornou-se diretor da Cia. do Pátio, com a qual remontou seu texto, desta vez com o nome de “Uma Aventura Mágica Contra o Monstro Brigueiro”, além de dirigir “Vô Doidim e os Velhos Batutas”, de Nanna de Castro, “Praça de Retalhos”, de Carlos Meceni, e “O Grande Inimigo”, assinando texto e direção.

Recriou o gênero da “Revista de Ano”, concebendo os espetáculos “Revistando 2003”, “Revistando 2005” e “Revistando 2006”, que contaram com a participação de importantes companhias do teatro de humor: Parlapatões, Tela Viva, Luis Louis, Vagalum tum tum, Le Plat du Jour e a sua Cia. do Pátio. Atualmente, está em cartaz no Teatro Folha o espetáculo “O Mala”, comédia de Larry Shue, por ele adaptado e dirigido com José Rubens Chachá no papel central, Tania Khalill, Otavio Martins e outros grandes atores.

Isser Korik é, ainda, diretor artístico da Conteúdo Teatral, que administra os Teatros Folha e TIM.

SOBRE OS REDATORES

Fabio Torres
Começou no teatro em 1990, como assistente de direção de Elias Andreato. Alguns textos de sua autoria: “A Trama da Paixão”, “A Matéria dos Sonhos”, “O Mata-Burro” e “Ciranda dos Pássaros”. Em 2004, foi indicado como melhor autor ao Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro. Tem um livro infanto-juvenil editado, “O Tesouro de Fabergè”, e teve a peça “Um Conto do Rei Arthur” premiada no Concurso Vladimir Maiakovski. Foi vencedor também do prêmio de melhor autor do Festival Curta Teatro/SESI, com os textos “Subindo!” e “2X2”.

Laert Sarrumor
Editou a revista “Sarrumor” (de onde surgiu o seu nome) e o jornal “O Matraca”, na década de 80. Hoje, produz e apresenta o programa “Rádio Matraca”, na USP FM. Redigiu e apresentou o programa “Nas Ondas do Rádio”, da TV Manchete. É fundador, cantor e compositor do grupo satírico-musical Língua de Trapo e autor dos best-sellers “Mil, Mais Mil e Ainda Mais Mil Piadas do Brasil” e também do infanto-juvenil “Um Campeonato de Piadas”. Além disso, atuou em vídeos, comerciais, curtas e longas-metragens, e em espetáculos teatrais.

Luiz Henrique Romagnoli
Trabalhou no “Jornal do Brasil”, nas rádios Jovem Pan, Globo, Cidade, Transamérica e Bandeirantes, e na TV Globo. Começou a fazer humor em rádio em 1980. Assinou o roteiro e a direção do show de Serginho Leite, de 1991 a 1996, além do show “Impagáveis Garotos Propaganda”, com Carlinhos Moreno, Marcelo Mansfield, Wandi Doratiotto e Ângela Dip, entre outros. Na TV, foi o responsável pelo programa “Serginho Leite Especial”, da TV Record, e de quadros como “Retratos de Domingo”, do “Domingão do Faustão”.

Mario Viana
Foi repórter do jornal “Folha de S.Paulo”, editor-assistente da revista “Veja São Paulo” e editor de turismo do jornal “O Estado de S. Paulo”. Atualmente, é colaborador free-lancer do jornal “Valor Econômico”, da revista “Época” e da revista “Próxima Viagem”. Como dramaturgo, formou o Núcleo dos 10, sob orientação de Luís Alberto de Abreu. Entre seus espetáculos que receberam prêmios ou grandes montagens estão “Vamos?”, “Vestir o Pai”, “Um Chopes, Dois Pastel e uma Porção de Bobagem”, “Pantagruel”, “Verdades, Canalhas” e ”Carro de Paulista”.

- voltar